O escândalo de superuser no poker online ganhou um novo capítulo. Segundo o PokerNews Brasil, em matéria publicada em 05/10/2026, novas reportagens afirmam que dois sites de poker já haviam sido alertados sobre uma conta suspeita, a do usuário “Paul Gregg”. Um jogador de high stakes acredita que ela lhe causou prejuízo de seis dígitos.
Para quem está chegando agora: superuser é o termo usado para o jogador que consegue, de forma ilegítima, ver informações que não deveria, como as cartas dos adversários. É o pesadelo de qualquer mesa online.
O que aconteceu, segundo as reportagens
No início da semana, o usuário do X e especialista em segurança cibernética @wolfsec0x0 expôs um esquema que remonta a dois anos atrás. De acordo com o relato, invasores usaram softwares de terceiros para obter acesso à tela dos jogadores. Assim, as cartas da vítima ficavam visíveis para o invasor.
A “Paul Gregg” seria uma das contas envolvidas no ataque, que supostamente teve como alvo cerca de 30 jogadores de high stakes (as mesas de limites mais altos). Segundo o Poker Red, dois sites receberam avisos sobre a conta. Um deles baniu o usuário, confiscou US$ 100.000 e reembolsou os jogadores prejudicados.
As vítimas e os alertas
O Poker Red conversou com o profissional Ignacio Moron, que se diz vítima da conta. Ele estima ter perdido entre US$ 100.000 e US$ 200.000 e conta que chegou a perder US$ 60.000 em apenas 15 minutos de jogo.
O portal espanhol também relatou que o coach Patrick Howard, do Mobius Poker, enviou à GGPoker em setembro um relatório sobre o comportamento suspeito da conta. Howard não acusou diretamente a conta de trapaça na ocasião e pediu uma investigação mais aprofundada. Na sexta-feira, ele escreveu no X que a GGPoker entrou em contato sobre o andamento do caso. Para ele, o escândalo “mudará o poker online para sempre”.
O outro site: banimento e divergência de datas
Um segundo site, não regulamentado, também teria detectado a conta. O jogador Mario Mosbock, embaixador dessa plataforma, confirmou que a equipe de segurança identificou a conta, confiscou US$ 100.000 e a baniu.
Aqui há uma diferença de prazos nos relatos. A matéria diz que o site soube da conta “há mais de dois anos”. Já Patrick Leonard, também embaixador da plataforma, escreveu que a conta foi pega “cerca de 1 ano atrás”, depois de menos de uma semana de jogo. Segundo ele, “não sabíamos exatamente o que ele estava fazendo”, mas era óbvio que o jogador tinha mais informações que os demais.
Leonard também afirmou que cerca de 100 jogadores levaram suspeitas sobre a conta aos sites ao longo dos anos. Para ele, o usuário continuou jogando, ganhando e sacando, com taxas de vitória e showdowns que “não faziam sentido”. Na sexta-feira, ele escreveu que o futuro do poker online depende de quanto os sites querem investigar e agir.
O comunicado do Jurojin Poker
O Jurojin Poker, um dos dois aplicativos comprometidos, divulgou um comunicado na semana passada. Segundo o texto, foi uma operação altamente direcionada, e não um ataque em massa. O alvo seriam adversários específicos, a maioria em high stakes, com o objetivo de ver suas cartas fechadas.
O Jurojin diz que foi um dos vários aplicativos visados pelo mesmo agente, incluindo o IntuitiveTables. O comunicado acrescenta que o autor também operava sites de phishing, que imitam salas de poker e ferramentas conhecidas. Ainda não está claro quantos sites foram afetados pela violação.
Não é a primeira vez
A reportagem lembra que o poker já viveu grandes casos de superuser. O mais notório é o de Russ Hamilton, que usou a conta “POTRIPPER” para fraudar jogadores do Absolute Poker e do Ultimate Bet em milhões de dólares no fim dos anos 2000.
O que isso significa para o jogador brasileiro
As fontes não citam jogadores brasileiros entre as vítimas, e a investigação segue em aberto. Mesmo assim, o caso mostra que a segurança do jogo online também depende de quem joga. Segundo o comunicado do Jurojin, o esquema incluía sites falsos imitando salas e ferramentas conhecidas. Por isso, vale desconfiar de programas de origem duvidosa e conferir sempre de onde vem o que você instala.
Quem joga com dinheiro real deve lembrar do básico: bankroll separado, só o que pode perder e atenção redobrada a qualquer sinal estranho. Se algo parecer errado, o caminho é registrar e reportar ao suporte.
O que fica em aberto
Muita coisa ainda não está confirmada: o alcance real do ataque, quantos sites foram afetados e que medidas as plataformas vão tomar. A conta “Paul Gregg” aparece nos relatos como suspeita, e a investigação da GGPoker, segundo Howard, continua.
O que as reportagens deixam claro é que a confiança no poker online se constrói com resposta rápida a alertas. Nesse escândalo, o que se discute é justamente se ela veio a tempo.
Fontes
Notícia escrita com auxílio de inteligência artificial a partir das fontes citadas. Poker envolve risco financeiro: jogue com responsabilidade e somente se tiver 18 anos ou mais.


